Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Palavra do Pastor
Homilia de Dom Angelo Pignoli por ocasião da Solenidade do Quadragésimo ano da Diocese de Quixadá PDF Imprimir E-mail
share
Escrito por Dom Angelo Pignoli   
Ter, 30 de Agosto de 2011 21:01

 

Diocese de Quixadá – CNBB - Nordeste 1

Homilia de Dom Angelo Pignoli por ocasião da Solenidade do Quadragésimo ano da Diocese de Quixadá-Ceará

 

Primeiramente quero dirigir a minha saudação carinhosa a Dom Joaquim Rufino do Rego (aqui presente) que apesar com a saúde precária, não mediu esforços para estar conosco nesta noite. Ele que foi o 1º anjo desta Igreja que há quarenta anos nascia.

Quero também saudar Dom Adélio Tomasin, meu imediato antecessor, que durante longos anos foi o segundo pastor desta Igreja. Zeloso, atuante e empreendedor admirável. Revolucionando este sertão central e totalmente empenhado na promoção dos pobres.

Saúdo também meu irmão Dom João José da Costa – Bispo de Iguatu-Ce que se une a nós nesta grande ação de graças a Deus.

Minha saudação aos sacerdotes todos da diocese e de outras dioceses vizinhas. Alguns também, representando seus bispos e dioceses do regional.

Meu destaque e apreço às autoridades civis e militares presentes que nos prestigiam com suas presenças e colaboraram conosco na realização deste evento.

Meus queridos irmãos e irmãs que atendendo ao meu apelo e dos sacerdotes que trabalham comigo, aqui estão tão numerosos sem medir as dificuldades das distâncias e acesso precário.

Celebremos hoje verdadeiramente a grande ação de graças pelo imenso dom que Deus nos fez há 40 anos. Somos verdadeiramente Igreja de Cristo que se torna presente em todas as comunidades locais de fieis que, unidos aos seus pastores, se reúnem, pela pregação do Evangelho e celebrar o mistério da Ceia do Senhor.

Quixadá é, há 40 anos, uma Igreja particular ou diocese. Uma comunidade de fieis cristãos em comunhão na fé e nos sacramentos, com o seu bispo ordenado na sucessão apostólica. A igreja particular é formada à Imagem da Igreja Universal; É nelas e, a partir delas que existe a Igreja Católica, Una e Santa.

A nossa Igreja particular, como as demais, são plenamente católicas pela comunhão com a Igreja e o Bispo de Roma que preside a caridade.

Em Cristo, Deus abriu um caminho de salvação e de vida eterna para sua amada.

Queridos irmãos, não foi apenas um ato jurídico que aconteceu há 40 anos, mas ato de eleição de Deus. Ele constituiu um povo novo conduzido por um pastor, sucessor dos Apóstolos que, auxiliado e em comunhão com um presbitério, tem a missão de apascentar as ovelhas, para que elas caminhem em segurança.

Neste ano de 2011, também a Igreja de Tianguá (do nosso regional), celebra seus quarenta anos de existência e mais outras pelo Brasil afora. Queremos unirmos a elas e a todas as igrejas particulares do mundo que, pela paixão, morte e Ressurreição de Cristo e pelo poder do Espírito Santo, realiza-se a Bendita comunhão dos Santos.

Esta nossa festa dos 40 anos, pensada há muito tempo e ultimamente mais celebrada e divulgada é Páscoa do Senhor. (Passagem libertadora e restauradora). Sabemos que a Páscoa é a festa das festas: É fonte e origem da vitória sobre a morte e o pecado. Mistério tão grande que se concretiza e atualiza realmente em cada Eucaristia, porque tudo é feito em memória do Senhor. Ele realizou a grande obra da libertação do gênero humano por sua entrega total na obediência perfeita à vontade do Pai.

Antes do Concílio Vaticano II muitos estudiosos perguntavam-se como Jesus realmente teria celebrado a sua ultima páscoa, origem e razão de todas as nossas festas e Eucaristias. Foi surpreendente, neste sentido, a redescoberta da páscoa hebraica que Jesus, como bom hebreu, terá vivido em toda a sua vida, com as devidas mudanças fundamentais de sentido que realizaria na quinta feira santa, antes da sua paixão.

Refiro-me à celebração pascal hebraica e de Jesus Cristo porque tornou-se a noite mais esplendorosa e de pura ação de graças, em que Deus está totalmente presente e atuante na medida em que, passo à passo, num crescente constante, se narram os grandes feitos do Senhor ao longo de toda a história da salvação e se anunciam o cumprimento das promessas do amor pleno.

Queridos irmãos, nós também, acreditamos que, quando narramos os acontecimentos e recordamos pessoas que fizeram e fazem parte dos 40 anos de História, Deus está totalmente presente para, novamente, tornarmo-nos livres para amar e introduzir-nos na vida eterna do seu Espírito. Portanto, meus irmãos, Deus deve ser proclamado o Senhor do Tempo e da História. A Ele adoramos porque, em nenhuma circunstancia, se afastou de nós, sempre nos amou, nos ama e nos garante que caminhará a nossa frente, não permitindo que as potências do inferno prevaleçam contra sua Igreja.

Esta Igreja de Quixadá ao ser instalada canonicamente, recebeu oficialmente como titular a Sagrada Família. Por isso, escolhemos para esta ocasião as leituras, símbolos e a liturgia da Festa da Sagrada Família.

Pelo Diretório litúrgico do Brasil, deveríamos celebrar a Festa da Assunção de Maria. Festa muito importante para todos nós porque, em Maria, elevada as alturas celestes, está traçado também, o nosso destino de glória.

Tendo escolhido a liturgia da Sagrada Família, titular de nossa diocese, Maria não fica excluída, e nós podemos refletir sobre a nossa missão de cristãos, como membros da família dos filhos de Deus, a Igreja. Podemos iluminar as nossas famílias inseridas no mundo em que vivemos e empreender um novo espírito missionário na formação e apoio às famílias chamadas a viver no espírito do Evangelho.

Durante o tempo de preparação desta festa, a imagem da Sagrada Família percorreu a maioria das nossas comunidades e despertou nos fieis o desejo de reconstrução do tecido cristão que, infelizmente tem-se perdido velozmente, colocando em risco toda a base de nossa sociedade.

A Igreja católica tem tido uma grandíssima preocupação com a família e tem emanado muitos documentos e empreendido muitos esforços, às vezes pela maioria ainda desconhecidos. A nossa diocese, há alguns anos, nas assembléias diocesanas e outros encontros de planejamento pastoral, juntamente com o forte apelo missionário e a formação de todos os que compõem a nossa amada Igreja, não deixou de priorizar a família e a juventude. Todos temas correlatos fundamentais para que a Igreja se torne um sinal de luz num mundo coberto de nuvens e sombras cada vez mais espessas.

A Igreja está convencida que só com o acolhimento do Evangelho, a família encontrará realização plena e a esperança que não decepcionam. A Igreja sabe muito bem que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao bem da família. Por isso, num momento histórico em que a família é alvo de numerosas forças que a procuram destruir ou deformar, sente de modo mais vivo e veemente e missão de proclamar a todos, o projeto de Deus sobre o matrimônio e sobre a Família. O Beato João Paulo II, não se cansava de repetir que o futuro da humanidade passa pela família porque ela é a célula primeira e vital da sociedade.

Na Exortação pós-sinodal do Beato João Paulo II, “Familiaris Consortio”, ao falar da situação em que se encontra a família, menciona aspectos positivos e negativos muitos evidentes hoje.

Apresenta como aspectos positivos:

1-   Uma consciência mais viva da liberdade pessoal e uma maior atenção à qualidade das relações interpessoais no matrimônio.

2-   Coloca também, a preocupação positiva com a promoção da dignidade da mulher.

3-   Procriação responsável e educação dos filhos.

4-   Tem aumentado a consciência da necessidade que se desenvolvam relações entre as famílias e uma ajuda recíproca espiritual e material.

5-   Apresenta-se também, como positivo a descoberta de novo da missão eclesial própria da família e sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa.

 

Nos aspectos negativos, fala de sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais:

1-   Aparece uma errada concepção teórica prática de independência dos cônjuges entre si.

2-   Graves ambiguidades a respeito da relação de autoridade entre pais e filhos.

3-   As dificuldades concretas que a família muitas vezes experimenta na transmissão de valores.

4-   Número cada vez mais crescente dos divórcios e abortos. Verdadeiros ataques contra a vida e a família.

5-   Recursos cada vez mais frequente à esterilização e a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva.

Meus queridos irmãos e irmãs. Aqui estamos numerosos porque acreditamos que a Igreja quer ser fiel ao Evangelho de Cristo e que, o futuro da humanidade passa pela família humana e cristã. Família Sagrada: Jesus, Maria e José. Família Igreja domestica, onde Deus é colocado no centro, inspirador e realizador da vida nova em nós.

Atrevo-me a dizer que, não venceremos a grande crise que atravessamos; crise que assola a família e a juventude, se em lugar de tantas novelas e programas permissivos e ilusórios, não escutarmos com perseverança a Palavra revelada de Deus, que nos quer dar a verdadeira felicidade. 

Também hoje, escutamos três proclamações da Palavra de Deus: a 1ª tirada do Livro do Eclesiástico, procurando explicar aos filhos, já adultos, os dois aspectos do mandamento: honra teu pai e tua mãe e a promessa para que se prolonguem os dias que o Senhor Deus nos dá.

Num primeiro momento, nos é revelado, que honrar e respeitar os pais, socorrê-los e compadecer-se deles na velhice, ter piedade e dedicação para com eles, é cumprimento da vontade de Deus, é obediência ao Senhor. O segundo ensinamento importante, ainda da 1ª leitura, é que a observância do mandamento de Deus não só dá longa vida, mas, é também, expiação dos pecados, a garantia de ser atendido na oração, ter a alegria nos próprios filhos e não ser esquecido por Deus.

Na 2ª leitura, trecho da Carta se São Paulo aos colossensses, nos é indicado como deve ser o comportamento daquele que ressuscitou com Cristo pelo Batismo. Sentindo-nos amados por Deus, recebemos também, o Espírito para imitar Cristo, no relacionamento com os irmãos na fé e no ambiente da família. As relações recíprocas são de sinceras misericórdias, bondades, humildades, paciências, perdão, de paz, de ajuda mútua, de doação autêntica, sem esperar nada em troca.

O Evangelho de hoje, nos lembra como a família de Nazaré está plenamente inserida na trajetória humana. Seus membros, Maria, José e o menino Jesus, escutando a voz de Deus, vivem seus sofrimentos de prófugos e perseguidos. Estão profundamente inseridos na trajetória do povo de Israel, resgatado por Deus da escravidão do Egito. Cristo agora será o novo libertador que nos torna membros da Sagrada Família, a Igreja. Imensamente gratos a Deus por tudo que estamos vivendo, renovamos nosso empenho ainda maior na construção do Reino de Deus e na reconstrução da nossa família.

Ao professarmos a nossa fé, quero lembrar que nesta mesma noite, quase dois milhões de jovens, representando tantos trabalhos juvenis pelo mundo, estão em vigília de oração com o Papa em Madrid. Sintamo-nos unidos a eles e que disso resulte uma vitalidade nova para os nossos jovens, novas famílias e novos servidores da Igreja pela consagração integral a Deus - Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dom Ângelo Pignoli

Bispo diocesano de Quixadá - Ceará

Última atualização em Qui, 19 de Janeiro de 2012 09:44
 
Vinde exultemos de alegria no Senhor PDF Imprimir E-mail
share
Escrito por Dom Angelo Pignoli   
Sáb, 13 de Agosto de 2011 11:58

Queridos filhos da Diocese de Quixadá,

Inicio esta minha curta mensagem de conclamação, com as palavras do Sl. 94 que a Igreja reza todos os dias ao iniciar a contemplação do amor de Deus que manifesta a sua Glória.

“Vinde exultemos de alegria no Senhor e aclamemos o Rochedo que nos salva!Ao seu encontro caminhemos com louvores e com cantos de alegria o celebremos”

O tempo corre veloz e já estamos a menos de um mês da grande celebração de ação de graças dos quarenta anos da criação canônica de nossa Diocese. Fato histórico muito importante acontecido no dia 20 de agosto de 1971 e que envolve a todos nós: pastores e ovelhas, convocados pela graça de Deus a fazer parte da família dos renascidos em Cristo.

Agradecidos a Deus, que nos concedeu uma arca onde encontramos refúgio e proteção, repetimos, como o ressoar de uma potente trombeta: “Vinde exultemos de alegria no Senhor... Ao seu encontro caminhemos com louvores e com cantos de alegria o celebremos”.

Convencidos de que é sempre Deus quem nos precede e providencia o necessário para que os homens contemplem o seu amor é o momento, de na medida do possível, elencarmos, todos, as grandes obras do Senhor, mesmo as que aos olhos dos homens não pareçam terem sido permitidas por Deus.

No dizer de São Paulo, existe um vínculo inseparável e eterno entre Cristo e a sua Igreja . Nos será impossível portanto nos declararmos seguidores de Cristo, sem realmente sermos vinculados seriamente à sua Igreja, sua Esposa. Este é um mistério que comporta o chamado gratuito e  exclusivo de Deus e a nossa resposta singela e decisiva. Pela graça de Deus hoje somos os que pertencemos a ela.

Por isso, rezando com a Sagrada Escritura que interpreta magnificamente o nosso desejo de louvar o Onipotente dizemos com o sl. 99:

Aclamai o Senhor, ó terra inteira, Servi ao Senhor com Alegria Ide a ele cantando jubilosos. Sabei que o Senhor só ele é Deus

Ele mesmo nos fez e somos seus nós somos seu povo e seu rebanho

Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com Hinos de Louvor, Daí-lhe graças, seu nome bendizei!

Sim, é bom o Senhor nosso Deus, Sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!

Antes de concluir estas poucas reflexões quero agradecer a todos os presbíteros e fiéis leigos que generosamente empenharam-se para que em toda a Diocese houvesse um impulso missionário revigorador. Agradeço aos que acolheram jubilosamente a imagem peregrina da Sagrada Família, padroeira da nossa Diocese; aos que participaram das semanas e visitas missionárias; aos que se fizeram presentes nos diversos encontros formativos e de aprofundamento que aconteceram no Centro de Pastoral Diocesano; e os que ainda se preparam para proximamente celebrar em cada paróquia o tríduo em preparação mais imediata à celebração dos 40 anos da Diocese.

Queridos filhos, Deus é comunhão; é o contrário de todo individualismo e separação. Ele se alegra com o seu povo reunido e centrado em seu Filho único Jesus Cristo. Portanto, quero convidar a todos para o dia 20 de agosto às 18h em frente a Catedral, aqui em Quixadá, para esta grande Ação de Graças e manifestação de alegria e comunhão. Após a Eucaristia haverá também um evento cultural e de entretenimento para nos ajudar na confraternização.

Aguardando a todos e invocando sobre todos a Benção do Deus Todo-Poderoso, abraço-os fraternalmente em Cristo Jesus.

                                                                      

  † Angelo Pignoli

Última atualização em Sáb, 13 de Agosto de 2011 13:37
 
Mensagem de Páscoa de Dom Angelo Pignoli aos seus diocesanos - 2011 PDF Imprimir E-mail
share
Escrito por Dom Angelo Pignoli   
Seg, 25 de Abril de 2011 21:03

Queridos filhos e filhas.

 

O momento é oportuno. Cabe manifestar-me em circunstância tão importante como é a celebração da Páscoa do Senhor, que é a pedra de toque, o segredo chave de todo o Projeto de Deus para com toda a sua Igreja e a humanidade.

Apesar de certo esfriamento religioso por parte de um bom número de pessoas, é algo realmente surpreendente como se comenta, se noticiam por TV, jornais e outros meios de comunicação, se encena, se debate a respeito desta festa antiqüíssima e sempre nova.

Embora, a respeito, muito se diga com intuito comercial não seria ainda um sinal da interpretação humana a respeito do sentido da vida neste mundo e seu destino futuro? Não estaria o homem moderno carente e angustiado por não encontrar respostas autenticas e convincentes para si?

Nos relatos evangélicos, por diversas vezes Jesus revela aos seus discípulos e apóstolos o que acontecerá ao Filho do Homem. Falará até detalhadamente da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Parece-me certo que a conversa a respeito da paixão e morte os assusta e que o fato da Ressurreição (desfecho final) não os atinge tanto. Não conseguem apreender o fato inédito da Ressurreição porque é a pedra de toque, também mistério de fé e dom de Deus.

O medo do sofrimento e da morte causou uma dispersão dos Apóstolos e discípulos predita pela escritura: “Ferirei o Pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão”, mas depois de ressuscitar, diz Jesus, eu irei à vossa frente para a Galiléia. (Mt 26,32b).

Queridos irmãos e irmãs, precisamos da Páscoa. Que o Senhor nos conceda experimentar o poder de sua ressurreição que não nos deixa no limiar do túmulo, não nos deixa na escuridão e desespero. Ele é o Senhor que plenifica a vida de todos quantos, embora decepcionados, tristes e sem resposta como os discípulos de Emaús, buscam a Vida e a Vida Plena.

Querido irmão, querida irmã, a Páscoa, a Ressurreição de Cristo, a vitória sobre a morte não são mitos e muito menos palavras vazias, são a realidade mais profunda que existe.

Oxalá como os discípulos de Emaús que estavam tristes; no caminho da perseverança, na escuta sincera da Palavra da Escritura, na celebração dos sacramentos, da partilha, nossos olhos se abram e o contemplemos vivo e sempre perto de nós.

Como não pular de alegria? Como não voltar correndo para narrar aos amigos os acontecimentos do caminho? Como não dar testemunho a todos de sua vitória, se não são apenas palavras vazias, mas fruto de uma experiência que está em nós e faz parte do nosso ser?

É certo Ele Ressuscitou porque encontrando-me morto voltei a viver.

No desejo mais profundo de que todo pecado e morte sejam destruídos em ti, pelo poder de Cristo o Senhor, desejo-te uma Feliz e Santa Páscoa.

 

+ Angelo Pignoli

Bispo diocesano de Quixadá

Última atualização em Seg, 25 de Abril de 2011 21:16
 
Mensagem de Dom Angelo Pignoli por ocasião da Quaresma 2011 PDF Imprimir E-mail
share
Escrito por Dom Angelo Pignoli   
Qua, 09 de Março de 2011 16:21

 

O CRISTÃO TEM UMA META

 

Queridos irmãos e irmãs.

Aprendamos a não viver rotineiramente a nossa caminhada aqui na terra mas atribuindo a cada momento e acontecimento o significado de salvação que Deus imprime como um dom em nosso benefício.

Se cada dia entoarmos louvores pela vida que Deus nos permite empreender, maior ainda é a grande graça de poder iniciar este novo tempo litúrgico que nos encaminha para a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa Páscoa.

Sim, Deus viu a grande aflição do seu povo escravo no Egito e veio salva-lo. Deus não se compraz com os sofrimentos e escravidões. Ele é vida e por isso, unicamente promete vida verdadeira que, no dizer do Êxodo, é a Terra prometida, terra onde corre leite e mel.

O amor misericordioso de Deus chama, forma, protege e conduz o seu povo a uma experiência única e insubstituível. Não basta saber que Deus existe, mas é preciso ter certeza do seu poder, experimentar sua fidelidade, sobretudo quando diante dos desafios e dificuldades da vida ordinária, o povo se cansa e quer desistir.

Deus sabe muito bem, que o povo sozinho não encontrará saída, não se porá a caminho, não enfrentará as dificuldades destinadas a provar a fé, e muito menos chegará à Terra da liberdade. Ele precisa de um mediador; um servidor tirado do meio dele que estabeleça a ponte entre o povo e Deus.

Sim, queridos irmãos e irmãs, outrora Deus providenciou o mediador Moisés que apenas era figura do único e verdadeiro mediador e servidor, Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, e Filho do Homem em tudo igual a nós menos no pecado, que vem nos conduzir em segurança a verdadeira liberdade e páscoa da vida eterna.

Eis porque é de suma importância única este tempo quaresmal que estamos iniciando. Nós somos o que somos; nem melhores nem piores que nossos pais no Egito. Sentimos o peso dos nossos sofrimentos, rebeldias e pecados. É verdade que a vida parece se tornar impossível de ser vivida. Sozinhos nada conseguiremos.

Porém Deus já mandou o seu Filho que veio morar entre nós para nunca mais se afastar de nós. Ele combateu por nós e venceu o mal. Ele se proclamou Caminho, Verdade e Vida, e em sua vida pública demonstrou o poder sobre tudo o que escraviza o homem e com a doação total de sua vida, na obediência total ao Pai destruiu definitivamente o poder da morte. Nenhum homem, técnica ou engenho humano fez e poderá fazer o mesmo. Ele Ressuscitou dos mortos, é o Senhor da Vida, para que nele todo homem recupere plenamente a sua dignidade de Filho de Deus, viva a verdadeira liberdade do Amor a Deus e ao próximo e profunda harmonia e respeito com toda a criação.

Por isso quero convidar a todos os irmãos e irmãs, de modo particular da Diocese de Quixadá, a vivermos profundamente este Tempo Santo de combate contra o mal para vivermos mais plenamente o sacramento que nos fez participantes do sepultamento de Cristo pelo Batismo e também participar da vida nova de sua santidade, pelo poder da Ressurreição.

É oportuno lembrar que em cada Eucaristia que celebramos revivemos este grande mistério de Fé. Revivemos a Páscoa de Cristo e a nossa Páscoa. De páscoa em páscoa caminhamos até a Páscoa definitiva onde o pleno amor de Deus nos envolverá completamente. Esta é a nossa meta.

Fiz referencia à caminhada do povo de Israel no deserto porque neste ano a Diocese de Quixadá também celebra seus 40 anos de existência. O número 40 na Sagrada Escritura aparece muitas vezes. É um tempo longo da manifestação de Deus. Pode ter um significado especial para nós (40 anos do Povo de Deus no deserto, 40 dias e 40 noites Jesus jejuou e lutou contra Satanás, 40 dias Moisés no monte sinais ao receber a Lei, 40 dias Jesus após a Ressurreição apareceu a seus discípulos...).

Queridos irmãos, aproveitemos a celebração dos 40 anos da nossa Igreja particular para uma nova e radical adesão a Cristo nosso Salvador que nos é anunciado e testemunhado pela sua Santa Igreja que se despeita para um renovado ardor missionário. Entre conosco nesta caminhada porque lhe garanto que DEUS NÃO DECEPCIONA.


+ Angelo Pignoli
Bispo Diocesano

Última atualização em Sáb, 12 de Março de 2011 11:20
 
Mensagem de lançamento do Anuário 2011 PDF Imprimir E-mail
share
Escrito por Dom Angelo Pignoli   
Seg, 28 de Fevereiro de 2011 21:12

Queridos filhos!


 

Trilhemos sempre o caminho de Cristo que é a verdade plena do Pai. A publicação do anuário diocesano, ainda bem no início deste ano de 2011, pretende expressar a retomada vigorosa dos trabalhos pastorais e o empenho qualificado de assumirmos juntos a caminhada da nossa Igreja particular de Quixadá.


Se trata de um livreto simples e de fácil manuseio, que antes de tudo coloca em evidência pessoas e organismos necessários para continuarmos e melhorarmos a trajetória do Projeto de Deus.

Tem se confirmado entre nós, nos últimos tempos, sobretudo nas assembléias diocesanas de fim de ano, a necessidade da formação mais aprimorada para todos e a todos os níveis e tornar todo batizado discípulo e missionário de Jesus Cristo. Tarefa tão antiga e sempre nova porque se trata da descoberta de Jesus Cristo em quem repousa a totalidade do Projeto do Pai. Ele é o verbo que se fez carne para que também em nossos dias nos salve através da Loucura da pregação.

A celebração dos 40 anos de história da nossa diocese, nos permita recordar com gratidão a fidelidade de Deus que permitiu a concretização de tantos empreendimentos, todos eles em benefício do Povo Santo de Deus.

Nossa sincera gratidão a Dom Rufino do Rêgo, 1° Bispo desta Diocese que da mais absoluta precariedade, desde o dia 20 de agosto de 1971, com seus colaboradores deu passos de gigante.

Nossa sincera gratidão e reconhecimento a Dom Adélio Tomasin, 2° Bispo desta Igreja; grandíssimo empreendedor, incansável batalhador que, pela fé em Cristo, tudo tem feito pelos pobres.

Queridos irmãos e filhos, neste ano, teremos a ocasião de recordar com mais detalhes a obra de Deus neste período e percebermos que também nós hoje estamos incluídos. Sintamo-nos todos convocados para correspondermos ao momento presente. São tempos desafiadores mais carregamos, dentro de nós, sempre a garantia da vitória e força do Senhor Ressuscitado; com Ele tudo podemos. Empenhemo-nos todos no cumprimento da Agenda que segue. Com carinho abraço a todos em Cristo Jesus.


+ Dom Angelo Pignoli
Bispo Diocesano

Última atualização em Qui, 10 de Março de 2011 11:03